O dia foi intenso, começou em Lisboa às 7h30, com uma viagem de autocarro até ao Campo Grande, depois de metro até à Avenida de Roma e, por fim, de carro até Évora. A viagem de Lisboa a Évora faz-se muito bem, auto-estrada durante praticamente todo o percurso, apenas os últimos 10km são feitos pela antiga estrada nacional. Eu gosto de conduzir, o dia estava bonito e, como fui sozinha, ouvi rádio durante todo o percurso. Ora música, ora notícias. Foi um prazer!
Chegada a Évora, a dificuldade foi encontrar um local de estacionamento gratuito. Como a estada seria por todo o dia estacionar perto do Fórum Eugénio de Almeida, no centro histórico da cidade, não era uma opção. Mas lá encontrei um parque de estacionamento gratuito, ou melhor, um improvisado parque de estacionamento, sem pavimento, em terra e irregular. Estacionado o carro, com a carteira num ombro, a mala do computador no outro e uns sapatos de saltos (ainda que medianos e quadrados) lá me aventurei a pé, primeiro, no piso de terra, até sair do improvisado parque de estacionamento, depois, pela calçada de pedra e íngreme. Apesar do dia estar lindo não estava muito quente, mesmo assim, cheguei ao Fórum, cansada, com dores nos pés e suada.
Apesar de a minha participação ser, apenas, à tarde, queria ter chegado mais cedo para assistir aos trabalhos da primeira sessão. Teria chegado a horas se o estacionamento não tivesse sido uma tarefa tão árdua. Já em Évora, entre procurar estacionamento, estacionar e fazer, a pé, o percurso até ao Fórum, decorreram mais de 50 minutos.
Mas foi bom reencontrar os amigos que tenho na Fundação Eugénio de Almeida e voltar aquele espaço, um dos mais relevantes espaços culturais na cidade de Évora. Aqui se acolhem exposições de arte contemporânea e muitas conferência. Ao lado está a loja da FEA, onde se podem adquirir os fantásticos produtos agrícolas, nota máxima para os vinhos e azeites, mas, também, as publicações que, ao longo dos anos, foram sendo dedicadas às artes, religiosidade e cultura.
Não tive tempo para passear pelo centro histórico, só mesmo por ali perto do Templo de Diana e do Fórum, mas vi que as ruas estavam cheias de turistas e, nos museus do largo, entravam e saíam pessoas de roupas descontraídas e rostos alegres.
Fiquei com vontade de voltar a Évora, de férias.

