sábado, 10 de dezembro de 2011

REUNIÃO EM SANTARÉM

A maioria das minhas viagens de trabalho são em Portugal. A Fundação Inatel é uma instituição nacional, com agências em todas as capitais de distrito, hotéis, parques de campismo e outros equipamentos espalhados por todo o país, daí que as viagens façam parte da minha rotina de trabalho. Como responsável pela área cultural sou frequentemente convidada a visitar associações e colectividades culturais amadoras, os CCD's, que mantêm relações de parceria com a Fundação Inatel. Hoje é sábado, vou visitar uma dessas colectividades e vou ter reuniões de trabalho do CIOFF-Portugal, de que sou presidente da Direcção. Apesar de ter estado algumas vezes em Santarém, em reuniões, foram sempre passagens rápidas. Hoje aconteceu exactamente a mesma coisa. Cheguei às 11 horas ao Centro Etnográfico Celestino Graça, sede do Grupo Académico de Danças Ribatejanas, fundado em 1956 por Celestino Graça. Este local está cheio de memórias do seu fundador e de testemunhos da história do Grupo que organiza, anualmente, um dos mais importantes Festivais Internacionais de Folclore do país e que tem representado o Ribatejo, as suas tradições e as suas danças um pouco por todo o mundo. Trabalhar na Fundação Inatel deu-me a oportunidade de conhecer de perto uma realidade cultural que, apesar da sua dimensão e importância social, é pouco conhecida da generalidade das pessoas e, frequentemente, completamente ignorada pelos sectores culturais. Estes grupos são os verdadeiros repositórios de práticas e tradições culturais populares que, de outro modo, provavelmente já teríamos perdido da memória. Quanto aos Festivais Internacionais, que o Conselho Internacional dos Organizadores de Festivais Internacionais de Folclore (CIOFF) procura regular através da garantia de um padrão mínimo de qualidade e facilidades de circulação internacional de grupos de folclore, são importantes eventos de encontros de culturas, de tolerância e de respeito por todos os povos, todas as tradições e todas as culturas. Deste sábado passado em Santarém, em reuniões de trabalho, fica na memória do carinho e do bem-receber das gentes Ribatejanas, a herança de exemplo e de trabalho de Celestino Graça e o magnífico almoço que nos ofereceu o nosso amigo Ludgero Mendes. A todos só me resta agradecer.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

POR ONDE ANDEI

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FADO É ALEGRIA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ESTAREI LÁ



Não me canso de repetir como me sinto privilegiada pelo facto de ao longo dos últimos 13 anos o meu trabalho me ter permitido viajar pelo mundo e, também, dentro do meu país.  Em todas as viagens procuro guardar um tempo para mim e para locais onde estou. Se é um local mais distante fico mais  dois ou três dias; se estou em Portugal tanto posso ficar mais dias ou apenas uma hora, mas esse tempo especial existe sempre. Em Bali fiquei mais mais dias, tive oportunidade de visitar alguns templos, os campos de arroz, a região dos lagos, mas Bali ficará para sempre na minha memória pela declaração do Fado como Património da Humanidade, pela UNESCO. Estar ali, naquele momento tão especial foi uma das mais emocionantes experiências da minha vida. 

Por essa emoção, pelo enorme desejo de reviver essa emoção no meu país, com a minha gente e a minha cultura fiz tudo o que podia para antecipar o meu regresso a Portugal, prescindindo desses dois dias de férias em Bali. Infelizmente, a companhia aérea não permitiu a alteração do voo, sem custos acrescidos.
    
Fiquei em Bali, mantive os meus planos, visitei templos, apreciei a beleza natural da ilha e a sua obsessiva ocupação turística, mas quando hoje forem 22h em Lisboa e a primeira guitarra se ouvir no Coliseu o meu coração vai estar lá, a comemorar o Fado, a comemorar a nossa cultura. Quando hoje à noite em Lisboa as ruas se encherem de pessoas para celebrar o fado e a cultura portuguesa eu vou estar lá, seja qual for a parte do mundo onde me encontre.


sábado, 26 de novembro de 2011

MACAU 1998 - ENCONTRO NACIONAL DE FUNDAÇÕES


É necessário deixar passar o tempo para sabermos qual a importância real de uma viagem de trabalho. Durante a viagem podemos viver momentos importantes, encontrar pessoas interessantes e fazer muitas coisas úteis, mas para sabermos que marcas trazemos para a vida é necessário tempo. Quais os locais mais felizes, mais belos ou onde apetece voltar? Quais as pessoas que ficarão no nosso coração para sempre e quais as que ficarão, de algum modo, na nossa vida? Quais as experiências que darão frutos e determinarão, de algum modo, o nosso desempenho ou percurso pessoal? É preciso deixar que o tempo faça o seu trabalho.

Quando olho para trás e desfio a memória das minhas viagens, há uma que se distingue de todas as outras pela forma como marcou a minha vida. Tudo começou em Macau, em finais de 1998, no IV Encontro Nacional de Fundações, na Casa Garden - Fundação Oriente.

Nessa altura eu era Assessora do Secretário de Estado da Administração Interna, trabalhava num gabinete governamental que tinha, entre outras, a competência pelo reconhecimento de fundações. O convite para que o Secretário de Estado fizesse uma intervenção sobre o tema das fundações neste Encontro Nacional (na altura Macau estava ainda sobre administração portuguesa) chegou no final do Verão e havia que preparar uma intervenção. Eu pouco sabia acerca de fundações, não  conhecia o seu importante trabalho e quanto ao seu regime jurídico, para mim, era pouco mais do que uma secção do Código Civil. Havia que estudar, aprender e perceber os vários aspectos do tema e preparar um discurso técnica e politicamente competente, capaz de avaliar a situação e traçar medidas políticas, se fosse esse o caso. Trabalhei intensamente durante mais de dois meses e o que descobri e aprendi sobre fundações fascinou-me. Este meu trabalho, apoiado e seguido pelo membro do Governo responsável na área, teve consequências significativas neste sector e marcou, a partir daí, as minhas opções profissionais. 

Macau é um destino longínquo e misterioso, de grande valor simbólico e cultural para Portugal e faltava apenas um ano para que o território voltasse à administração chinesa. Quando pisei pela primeira vez o solo macaense, vinda de Hong Kong, senti a emoção e o orgulho de ser mais do que Eu, de ser, também, a história, os valores e a cultura do meu povo, de ser Portuguesa.

Em Macau, tive dificuldades de adaptação física ao horário, o famoso jet leg, tive problemas com o computador do hotel com teclado inglês (desde essa altura que viajo sempre com o meu PC) e tive a notícia de que tinham assaltado a minha casa, em Lisboa. Senti-me mal, desejei nunca ter saído de casa, parecia que o mundo se virava contra mim e eu contra a mundo. Em teoria, eu apenas tinha que acompanhar o membro do Governo que faria a intervenção na conferência, mas tudo parecia depender de mim e eu estava frágil e aterrorizada. Ele também não ajudou, estava inseguro quanto ao discurso e discutimos a possibilidade de fazer alterações, alterou-se alguma coisa, mas pouco, o conteúdo proposto por mim manteve-se praticamente intacto. 

A conferência foi um sucesso. Os participantes eram na sua esmagadora maioria portugueses que tinham viajado até Macau para participar no Encontro de Fundações. Conheci muitas pessoas das quais só sabia nome e as caras na TV. Conheci Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente. Três anos depois estava a trabalhar na Fundação Oriente, onde fui muito feliz.

Gostei de Macau, voltei a Macau alguns anos mais tarde, já integrado na China como Região Administrativa Especial. Macau representa para mim o princípio de um caminho que percorro até hoje.

Sobre este IV Encontro Nacional de Fundações há informação que pode ser consultada:
http://www.cpf.org.pt/PT/index.htm




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ATÉ BALI COM GONÇALO CADILHE



"Viajar é mais essa análise interior serena do que o carimbo no passaporte"
Gonçalo Cadilhe

Em todas as viagens levo a companhia de, pelo menos, um livro. Nas viagens longas levo sempre mais do que um e ainda compro outros pelo caminho. Para esta viagem a Bali trouxe quatros livros, mas há um especial. 

Habitualmente não leio literatura de viagens, limito-me a ter um guia turístico básico, basta-me saber o que há para visitar e ter alguma informação sobre o local e a sua história. Gosto de ter a minha própria experiência dos locais, o mais possível sem a mediação de outros, das suas próprias observações. Em Lisboa não encontrei nenhum guia de Bali ou da Indonésia, também não consegui encontrar nenhum no aeroporto de Heathrow, sobre Bali só tinha as descrições de  Elizabeth Gilbert no livro “Comer, Orar, Amar” e as imagens maravilhosas da televisão. No mais, poucas referências.

Não é de Bali que quero falar, mas do livro que me acompanhou até aqui, “Um Km de cada vez” de Gonçalo Cadilhe. Como tinha decidido escrever este blog sobre viagens pareceu-me importante saber como escreve um profissional das viagens e da escrita. Não sei bem o que esperava ler, mas fui surpreendida e isso é o melhor que um livro me pode dar: desvendar emoções. Recordei-me de uma entrevista de GC que havia lido, há não sei quanto tempo. Alguma pesquiza na net trouxe-me essa entrevista da Pública, em 2009. Aí, interrogado sobre o que mais aprecia numa mulher GC diz: “O que mais me atrai numa mulher é a curiosidade no olhar. A forma como uma mulher me perscruta é o mais sedutor de todos os atributos femininos. Quando uma mulher olha, curiosa, este viajante mochileiro, obviamente num orçamento reduzido mas com o mundo na palma da mão, isso significa que essa mulher valoriza uma vivência espiritual e profunda e que, pelo contrário, lhe é indiferente a componente materialística ou o sucesso ou poder. É pois, para mim, uma mulher com uma mentalidade interessante, uma mulher atraente.”

O livro que li é muito mais do que literatura de viagens é a descoberta do homem, o desvendar de um modo de estar na vida e no mundo que não depende do local onde se está mas da capacidade de juntar a alma aos sítios, às paisagens, às pessoas que vão chegando e partindo quando se muda de lugar. Mas há algo que o GC talvez ainda não soubesse quando deu a entrevista, as mulheres amam o poder, são os homens poderosos que nos fascinam, que nos prendem o olhar e nos seguram por instantes a alma. Haverá poder maior, ou sucesso mais duradouro do que o poder e o sucesso de um homem livre? O livro de GC revela-me um homem livre. A liberdade do homem e a beleza das palavras do livro levam-me até essa forma de amar.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FUNDAÇÃO INATEL NA UNESCO


A razão pela qual estou em Bali na 6ª Reunião da Comissão Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial não se prende directamente com a candidatura do Fado à lista representativa do património cultural imaterial da humanidade. Estou aqui em representação da Fundação INATEL, organização não governamental acreditada para prestar serviços de assistência técnica à Comissão. 

A Fundação INATEL participa nesta reunião na qualidade de ONG acreditada podendo, por isso, acompanhar todos os trabalhos da Comissão Intergovernamental. A Comissão tem, entre outras, competências para apreciar e decidir sobre as candidaturas apresentadas pelos Estados Partes (Estados que ratificaram a Convenção) à inscrição do património cultural imaterial a nível internacional. Os Estados Partes podem apresentar candidaturas a duas listas: (i) lista representativa do património cultural imaterial da humanidade; e (ii) lista do património cultural imaterial a necessitar de medidas urgentes de salvaguarda e protecção.

A lista representativa do património cultural imaterial da humanidade, à qual se candidata o Fado, tem em vista dar uma maior e melhor visibilidade à manifestação cultural inscrita, designadamente a nível internacional, afirmando a sua identidade e significado e promovendo o diálogo num contexto de diversidade cultural. 

A lista do património cultural imaterial a necessitar de medidas urgentes de salvaguarda é aquela que, na opinião dos técnicos e estudiosos revela um maior interesse e importância para a prossecução dos objectivos de preservação e promoção da diversidade cultural. Não obstante a sua importância, as candidaturas dos Estados Partes a esta lista são menos expressivas do que as candidaturas à lista representativa.

Poder assistir às reuniões da Comissão, assistir à apresentação das candidaturas e a todas as discussões em torno das várias questões que se colocam, quer pelas próprias candidaturas, quer pela interpretação das regras da Convenção e das Directivas Operacionais é uma grande oportunidade de aprendizagem e de conhecimento sobre este Planeta, tão diverso e tão igual, em que vivemos. As decisões são tomadas com base em pareceres técnicos, mas as suas principais condicionantes são, de facto, políticas. 

As opções de intervenção cultural são opções políticas e a Fundação INATEL tem um papel fundamental na definição das políticas culturais no plano nacional. Contribuir para o debate que a nível internacional as instituições da sociedade civil e outras ONG's estão a realizar é a outra face da mesma moeda, vivemos num mundo global em que a diversidade cultural e a tolerância são os verdadeiros suportes da nossa liberdade e humanidade.

E como estamos em Bali vamos celebrar, em Bali, a inscrição do Fado na lista representativa do património cultural imaterial da humanidade. Mas, festa boa vai ser em Lisboa, nas casas de fado e nas  ruas. Com o Fado vamos celebrar a nossa cultura popular, como fazemos, na INATEL, há mais de 75 anos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

IMPREVISTOS



Todos necessitamos de nos sentir seguros e a melhor forma de o fazer é manter os acontecimentos sobre controlo, planeando com rigor, prevendo dificuldades e estando preparados para elas. Há mesmo um provérbio que diz que “quem vai ao mar aviasse em terra”. Quando preparamos uma viagem é exactamente isso que fazemos, planeamos com cuidado, elaboramos listas (mentais ou escritas) de tudo quanto vamos necessitar ou, pelo menos, do mínimo de que vamos necessitar e temos, assim, a ilusão de que tudo está controlado. Acontece, porém, que nas viagens, tal como na vida, os imprevistos acontecem e julgo até que são mais frequentes. Ou não serão, mas quando  viajamos todos medos da nossa humanidade se concentram, tudo é mais intenso e perturbador e até os pequenos imprevistos ganham outras dimensões.

Acredito sinceramente que não vale a pena perder tempo, tranquilidade, dinheiro e saúde com coisas que nos acontecem, mas às quais somos completamente alheios e que não podemos resolver, ou não podemos resolver sozinhos. Se estivermos em viagem esta atitude é ainda mais necessária já que, provavelmente, não haverá ninguém disposto a ouvir as nossas queixas e lamentos e o melhor mesmo é aceitar os acontecimentos como eles são e aproveitar, da melhor maneira, as circunstâncias.
Esta viagem a Bali já conta com uma boa dose de imprevistos menos positivos, que eu estou a tentar transformar em experiências e ensinamentos.

Logo em Lisboa mudança de planos de viagem. Aeroporto de Amesterdão com limitações de tráfego por causa do mau tempo, impossibilidade de realização do voo Lisboa-Amesterdão que daria ligação ao voo Amesterdão-Denpasar,Bali. Primeira alteração, vou voar para Londres, daí para Singapura e depois uma ligação para Denpasar, Bali. Nesta rota chegaria a Bali com um atraso de apenas 2 horas relativamente ao inicialmente previsto. Proposta aceite, não vou viajar na KLM como previsto, mas não faz mal. Espera no lounge, aviso relativamente ao voo da Tap para Londres: ”aeroporto de Heathrow com dificuldades de circulação devido ao nevoeiro”; atraso significativo na hora de saída. Chegada tardiaa Heathrow, perdida a ligação para Singapura nessa noite. 

Passava as dez da noite, o serviço de atendimento aos passageiros estava a encerrar e já não se prestavam informações, consegui por sorte um voucher para pernoitar num hotel e um endereço electrónico do centro de reservas de voos online. Nesta confusão conheci uma rapariga da Argentina que viaja sozinha pelo mundo e estava a caminho de Nova Deli. Partilhamos um táxi até ao hotel, conseguimos os quartos (um para cada uma) mas já não havia jantar nem nada para comer, o restaurante e o bar tinham fechado há mais de uma hora. Falamos vagamente sobre os incómodos de perder a ligação para os nossos respectivos destinos. Eu tinha bagagem de mão e uma muda de roupa para uma noite, ela nem isso. Solução, por mim fui para a cama sem jantar, afinal tinha passado a tarde a comer snacks no lounge e no avião serviram uma refeição ligeira.

Era meia-noite, estava num quarto de hotel em Hethrow, nas imediações do aeroporto, a minha bagagem resumia-se a um saco com uma muda de roupa interior, uma escova de dentes e uma de cabelo, comprimidos para dormir, duas t’shirts, uma camisola, um casaco de couro. O resto eram os livros, o PC, os documentos para a reunião, máquina fotográfica, algum dinheiro, cartões de crédito, passaporte e telefone.  Principal preocupação: saber como viajaria no dia seguinte, a que horas e em que condições.

Uma consulta ao site de reservas da British Airlines resolveu a situação. A minha viagem estava já reservada e confirmada na Qantas, companhia aérea Australiana. Saída de Hethrow às 10:55h, chegada a Singapura às 7:20h (no dia seguinte), ligação para Denpasar-Bali às 9:20h. Chegada a Bali às 12:10h do dia 23 de Novembro, ou seja, 16 horas depois do dia e hora previstos.

Nessa noite dormi 5 horas, com uma pequena ajuda de ½ comprimido e às 9h estava no aeroporto. A partir daí a viagem decorreu como previsto. Gostei de viajar na Qantas, serviço atencioso e de qualidade. 

PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

Objectivo da Viagem: Reunião do Comité Intergovernamental da Convenção para a Slavaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO.

Missão: Participar, em representação da Fundação INATEL, na reunião de ONG’s acreditadas como consultoras da UNESCO no âmbito da Convenção sobre PCI. Apoiar a candidatura do Fado à lista representativa do património cultural imaterial da humanidade.

Estes são os objectivos profissionais, que tudo farei para prosseguir com êxito, representando com dignidade a Fundação INATEL e o meu país num importante fórum internacional de cultura. Mas há, também, objectivos pessoais, directamente relacionados com os profissionais e outros de carácter mais privado.

No plano pessoal quero aproveitar a participação nestas reuniões para alargar o meu leque de conhecimentos sobre esta área cultural e conhecer os seus principais actores à escala mundial, bem como as políticas e programas que estão a ser discutidas e, ou implementadas vários países. Por outro lado, quero conhecer esta ilha, turisticamente famosa, apreciar as suas paisagens, a sua cultura e as suas gentes. Espero estar mais rica e mais feliz quando regressar a casa e poder transmitir essa riqueza e essa felicidade a quem a apreciar.

No que diz respeito à parte profissional tudo está preparado, tenho um texto de apresentação do trabalho que a Fundação INATEL realiza, há mais de 75 anos, no âmbito do PCI, tenho uma lista, ainda que provisória, dos participantes, comuniquei à secção nacional da UNESCO e à Secretaria de Estado da Cultura que estaria presente e estudei, com detalhe, o programa de trabalhos para que os possa acompanhar com proveito.

Já quanto à parte pessoal, sobretudo no que diz respeito aos passeios e locais a visitar em Bali não estou tão bem preparada. O tempo foi escasso e também não encontrei nenhum guia turístico de Bali que pudesse comprar. Sabendo que se trata de um local turístico, visitado por milhares (serão milhões) de pessoas, não me parece que vá ter qualquer dificuldade em obter essa informação in loco.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ESTAS VIAGENS


Como gosto de escrever e de viajar decidi escrever, neste blog, sobre viagens. Como a grande maioria das viagens que faço são viagens de trabalho, ou seja, são viagens cuja principal razão de ser é profissional serão essas a minha inspiração.

Uma viagem de trabalho não é apenas uma viagem que se faz por razões profissionais é, sobretudo, uma grande oportunidade para conhecer outras realidades, outros locais e outras pessoas e fazê-lo num contexto de interesses comuns, ou pelo menos, convergentes.

Estas viagens não são iguais às viagens de férias, nem sequer parecidas. Nas viagens de lazer ou de férias o espírito da viagem é completamente diferente, mais livre, mais descomprometido. Nas viagens de trabalho os compromissos são frequentemente maiores do que aqueles que enfrentamos no nosso dia-a-dia profissional e a isso acresce o facto de estarmos fora do nosso meio habitual, a lidar com o desconhecido e o imprevisto. Contudo, muitas coisas boas acontecem nestas viagens e é sobretudo dessas coisas boas que quero falar.

Passam 32 minutos da meia-noite e eu estou sentada no chão da casa-de-banho de um quarto de hotel em Heathrow – Londres com o PC ligado à tomada da máquina de barbear porque me esqueci do meu adaptador para tomadas eléctricas, na verdade não estava nos meus planos passar a noite em Inglaterra daí que não  possa dizer tratar-se de um esquecimento, mas antes de um imprevisto. Felizmente as tomadas para máquinas de barbear estão uniformizadas, são iguais nos quartos de hotel (pelo menos nos de 4 e 5 estrelas) em todo o mundo e servem perfeitamente para ligar a tomada do PC. Descobri isto nas minhas viagens.