sexta-feira, 20 de abril de 2012

JORNADAS DE REFLEXÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS GRUPOS DE FOLCLORE DO ALTO MINHO



No passado dia 24 de março estive em Perre, no concelho de Viana do Castelo para participar nas Jornadas de Reflexão da Associação dos Grupos Folclóricos do Alto Minho (AGFAM).

Todos os anos a AGFAM organiza este evento, dirigido aos jovens dos grupos de folclore que durante um dia desenvolvem várias atividades em conjunto e refletem criticamente sobre a cultura tradicional, o folclore e o espetáculo.

A metodologia de trabalho é dinâmica e permite a participação de todos. O dia inicia-se com uma apresentação de 15 minutos em que são definidos os objetivos a atingir. Constituem-se grupos de trabalho que durante toda a manha vão desenvolver os temas propostos e, depois de almoço, apresentam o seu trabalho. Os temas deste ano tinham a ver com a conceção de espetáculo e participação em eventos. Vimos propostas de apresentação de espetáculos em residências para idosos, em festivais de folcore e em eventos de carater internacional, entre outros. As soluções apresentadas incorporam na tradição os valores da qualidade e inovação nos espetáculos.

A minha participação decorreu durante a parte da tarde. Procurei explicar como o funciona o CIOFF - Conselho Internacional dos Organizadores de Festivais de Folclore e também dar uma perspetiva geral das políticas culturais da Fundação INATEL no âmbito do apoio às práticas culturais amadores e do património cultural imaterial (PCI).

No meu painel interveio a Mafalda Rego e o Fernando Pereira. A Mafalda falou do movimento dos grupos de folclore e cultura popular no Alto Minho, realçando a evolução dos últimos anos ao nível do relacionamento entre eles mas, também, na qualidade das iniciativas levadas a cabo, com manifesta dignificação da cultura tradicional e do movimento associativo. O Fernando Pereira partiu da sua experiência de 30 anos como artista e produtor de espetáculos para estabelecer um diálogo vivo e participado sobre as conceções de espetáculo, produção, apoios e incentivos.

Foi uma tarde muito bem passada. O trabalho desenvolvido foi útil para todos nós e os momentos de convívio pessoalmente gratificantes. Uma palavra de agradecimento para o Grupo de Perre que nos acolheu na sua sede e nos proporcionou um almoço fantástico. Ficou na minha memória o arroz doce, uma das joias da nossa gastronomia, que aqui tem uma das suas melhores expressões.

Pessoalmente, reforcei a minha convição de que o movimento associativo cultural está vivo, muito ativo e tem o futuro pela frente. Há muitos e bons motivos para acreditar na nossa cultura.
Parabéns a todos. É um enorme privilégio trabalhar convosco.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

OFICINA DE ESCRITA E FOTOGRAFIA DE VIAGENS



Sempre me fascinaram os livros que falam de lugares distantes e relatam experiências e emoções vividas em países desconhecidos, nos lugares mais remotos da terra. Também gosto de saber qual o olhar dos outros sobre os meus lugares, sobre a cidade que eu habito e percorro e que tantas vezes me passa indiferente, alheia à minha curiosidade. Apesar de quase todos os livros nos permitirem estas experiências é na literatura de viagens que ela se expressa na sua plenitude. Descobrir lugares, sentir sabores e odores, sonhar com outras paisagens, experimentar outras culturas, viver segundo outros costumes é o que eu procuro nos livros dos viajantes, nos seus "diários de bordo", nas suas cartas e registos pessoais. 

Um dos mais extraordinários viajantes de todos os tempos é Fernão de Magalhães, português de trás-os-montes que sob a bandeira da coroa espanhola deu a "volta ao mundo" e nos legou relatos maravilhosos das suas grandes viagens e da sua enorme curiosidade. 

Em outros tempos os livros de viagens eram ilustrados com desenhos, esboços de paisagens e pessoas e relatos, muitas vezes, minuciosos.  Hoje temos os filmes, a fotografia, as imagens que completam ou recriam as nossas próprias memórias dos lugares.

Vamos aprender mais sobre viagens, sobre literatura de viagens, sobre fotografia de viagens e sobre a  melhor forma de fazermos os nossos próprios registos das nossas viagens. 

A INATEL|Cultura organiza a Oficina de Escrita e Fotografia de Viagens. Aqui fica o programa, não faltem ...
De 2 de maio a 30 de junho
Espaço Mouraria INATEL, Lisboa
Horário: 4ªs feiras, 18h30 às 20h | Sábado (30 de junho, Foz do Arelho), 9h às 19h
Por Tiago Salazar
Programa:
» História da literatura de viagens
» Considerações teóricas e técnicas de escrita
» A fotografia de viagem pelo convidado Pedro Loureiro
» Escrita “in loco” - Trabalho final de curso na Foz do Arelho a partir do livro de Ramalho Ortigão “As praias de Portugal – Guia do banhista e do viajante”
» Inclui viagem à Foz do Arelho (sábado, 30 de junho)
» Inclusão na Revista Tempo Livre do melhor trabalho do curso
Associados INATELCom deslocação e almoço incluído: €140Sem deslocação: €100
Não associadosCom deslocação e almoço incluído: €180Sem deslocação: €140